segunda-feira, 24 de setembro de 2018

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

"A Três Vinténs" - Biblioteca Nacional

Um dos sítios que gostamos de visitar é a Biblioteca Nacional, pelas interessantes exposições que são feitas por lá (claro que os painéis de entrada e o saber que estamos perto de tantos dos nossos "amigos livros" também nos encanta).

No princípio de Julho, em férias, passámos por lá para ver a exposição "A Três Vinténs - 100 anos de fascículos de aventuras em Portugal".


Os fascículos de aventuras a três vinténs são lançados no fim do séc XIX / começo do século XX, pela Europa (após enorme sucesso nos Estados Unidos), chegando também a Portugal e de acordo com a apresentação no site da Biblioteca Nacional "em Portugal alguns editores lançassem no mercado algumas dessas séries inicialmente ao preço de 3 vinténs (60 reis) por fascículo, acabando estes fascículos de aventuras por ficarem conhecidos como «literatura a 3 vinténs»".

Eis um dos fascículos que, na exposição, me chamou atenção, por serem as "Aventuras Extraordinárias do Arsénio Lupin - Arsénio Lupin contra Herlock Sholmes", de Maurice Leblanc. Estou neste momento a ler os contos completos de Arséne Lupin, de Maurice Blanc e fiquei a saber que o autor pretendia utilizar o "Sherlock Holmes, himself", mas a oposição legal de Conan Doyle tornaram tal impossível.


Outra chamada de atenção (e por causa das memórias), tem a ver com os livros lidos em miúda:


Não garanto ter lido este, mas li tantos desta colecção!

Passem por lá, de certeza que encontram sempre alguma exposição interessante!

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Mais Lagaffe...


O Gaston está sempre pronto a dar uma ajuda, quando a inspiração está um bocadito adormecida para posts. Dele já falei aqui e aqui e depois de uma visita à exposição que esteve na Biblioteca do Centro Pompidou, em 2017, sobre esta personagem de BD, criada por Franquin.


Fotos PN Lima

sábado, 15 de setembro de 2018

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Bette Davis

À muitos, muitos anos, num século que já passou, circulava na Rádio e na TV uma canção de Kim Carnes chamada "Bette Davis Eyes". Mesmo para a maioria da geração que a ouvia na altura era apenas uma canção gira, sobre uma qualquer rapariga, parecida com alguém.

Para mim era uma canção sobre uma das minhas actrizes favoritas. Para tal terá influenciado o facto dos meus pais gostarem de cinema desde sempre e um dos primeiros filmes que me lembro de ver com Bette Davis foi "Jezebel" / "Jezebel, a Insubmissa" de 1938, realizado por William Wyler. 


Recentemente, graças às maravilhas da Internet, tive a oportunidade de ver “A Estranha Passageira” / “Now, Voyager”, de Irving Rapper (falado nos Manuscritos da Galáxia, aqui). Mais uma vez Bette Davis dá uma lição de interpretação. Vejam qualquer um dos filmes em que ela entra e, mesmo que não goste da história, terá a oportunidade de apreciar uma das maiores actrizes de sempre (e uma das minhas favoritas).


quarta-feira, 12 de setembro de 2018

1968 - Maio...

"Mesmo se nos prometessem o paraíso, nós recusávamos.
Porque nós queremos assumir o comando."
Daniel Cohn-Bendit
(trad. livre PNLima) 
P.S. Obrigada MR

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Protestos... (Dezembro 1981)

Seja "rentrée", seja "silly season", seja o que fôr, os protestos dos professores fazem-se ouvir sempre, a cada começo de ano, fim de ano, meio do ano. Sem querer tomar partido, quem vê as notícias (e se calhar a forma como são repetidas não ajuda) fica um bocadito cansado de tanto protesto.

A ida à arrecadação proporcionou-me outra preciosidade, que tem a ver com o que disse no parágrafo anterior: no ano de 1981, andava eu no 9º ano (tendo a Escola Secundária de Linda-a-Velha aberto dois anos antes), no final do 1º trimestre, foi este o protesto de alguns dos meus professores (não me lembrava, de todo):

(frente)

(verso)

"e) Os professores das disciplinas de: História, Geografia, Fisico-Química, Matemática, Desenho, Educação Física, Práticas Administrativas declaram que não registaram as classificações e informações de protesto contra a degradação progressiva da condições de trabalho nas escolas, de luta pela satisfação das suas reivindicações e da exigência do respeito pela sua dignidade profissional e pela qualidade de ensino."

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Um dos sítios mais frescos de Lisboa...

Se passar um fim-de-semana destes pelo Rato, saiba que até ao final do ano a EPAL permite a visita do espaço a que chamam Mãe d'Água gratuitamente. Nós passámos por lá num sábado de calor abrasador em Lisboa e descobrimos um dos sítios mais frescos da cidade.


A visita permitiu-nos também ver uma exposição de escultura de David Oliveira naquele espaço "A vida por um fio", que revela bastante originalidade, quer nas peças em si, quer na forma como estão expostas nos diversos recantos.











O calor não nos demoveu e subimos ao terraço, de onde se tem uma belissima vista da nossa cidade. Lá do alto até parecia que a cidade estava vazia!

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Relíquias de família

Já por aqui falei que guardo de tudo um pouco para ajudar a pouca memória que tenho. No entanto,  arquivo também memórias que não são só minhas, já que "herdei" alguns dos papéis que o meu pai guardava com estima. Enquanto procurava umas fotos antigas, encontrei estes diplomas do Avô Daniel (de 1905) e do Pai Edmundo (de 1933), ambos da instrução primária:

Avô Daniel - "suficientemente habilitado" - 1905
Pai Edmundo - "15 valores" - 1933 (1ª à 2ª classe)

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Novo projecto...

Gosto de "Samplers" em ponto cruz e já fiz alguns (podem, se quiserem, ver aqui e aqui). São considerados como uma linha mais clássica nos esquemas de ponto cruz. No passado, eram criados por meninas ou jovens que estavam a aprender a bordar e mais tarde podiam apresentar estes trabalhos iniciais para demonstrar a evolução que tinham tido .

Na minha loja favorita ("Le Bonheur des Dames", em Paris), já tinha cobiçado alguns. Este ano proporcionou-se a compra de um belo kit da companhia "Permin", o "Sampler 1852", a uma só côr, com tecido de linho, que comecei dia 18/08. São "só" seis páginas A3 de esquema, que vão animar os meus tempos livres.

Sampler 1852 - Thea Governeur

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Boa praia...

Num Verão, que até ao meio de Agosto parecia mais uma Primavera envergonhada, um post no "Arpose" lembrava as antigas modas à beira-mar. Em comentário deixado por lá, disse que em casa tinha fotos de família das idas à praia, semelhantes ao postal publicado (embora "ligeiramente" mais recentes).

Uma ida à arrecadação trouxe-me uma mão cheia de memórias, entre elas estas duas viagens à praia no ano de 1933, nos meses de Agosto e Setembro:

Agosto 1933
Ao meio a Avó Perpétua, o miúdo de boina é o meu pai Edmundo
e a miúda de chapéu de palha a minha Tia Virgínia.
Costa de Caparica - Setembro 1933
Ao meio o Avô Daniel e a Avó Perpétua.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Diário de um quadro...

Recentemente, terminei um dos quadros que completa a "trilogia" "Bienvenue" (de "Le Bonheur des Dames"), já que fiz o mês de Novembro (para marcar o mês do nosso casamento), o de Março (o do meu nascimento) e o de Junho (o do nascimento do Mr. Vertigo). Demorei algum tempo a acabar este último, fica aqui o Diário do seu andamento, graças às fotos que fui colocando no Instagram:

Maio
Junho
Julho (15, 23 e 31)
Agosto (04 e 12)
16/08/2018 - Só falta a moldura!

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Postais...

Os postais que mais gosto (e que sempre gostei de enviar), dos locais que visito, são os que nos permitem várias vistas da cidade onde nos encontramos. 

Uma das agradáveis surpresas "pompidouanas" é a magnífica vista de Paris que permite, seja de perto com os seus pontos de interesse, como a Fonte Stravinsky (de 1983, dos escultores Jean Tinguely e Niki de Saint Phalle), quer de longe, já que se podem ver alguns dos seus icónicos Monumentos, em pontos distintos da cidade.

Fica o meu postal do Pompidou (de 2006):



Para a MR

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Outros gostos...

Já por aqui falei diversas vezes da importância que os meus pais tiveram na minha formação, não só enquanto ser humano, mas a nível cultural também.

Ao meu pai acho que fui buscar o gosto pelos papéis (já que guardo de tudo um pouco, para memória futura), pelos livros, que sempre existiram lá por casa, mas também por ver outros desportos, num país em que há um que parece ser rei. Já os selos foram outra das suas paixões, esta não herdada.

Parabéns pai (hoje teria que soprar imensas velas!)

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Os cafés onde se podia ler...

Se, como eu, viveu a adolescência no fim dos anos setenta, princípio dos oitenta, os cafés fizeram parte integrante da  sua vida, de certeza absoluta!
Em Algés havia dois em especial, o Caravela e a Tá-Mar. O primeiro para, aos fins-de-semana, ir ver os programas de tops musicais já que em casa, o Edmundo tomava posse de um dos canais de televisão e nada o demovia, por mais que se pedisse, onde  havia sempre aquele evento desportivo ou filme que estava primeiro que a música barulhenta (dizia ele) que a filha ouvia.
A Tá-Mar, às tardes de semana, quando as aulas acabavam e nada mais havia a fazer, com discussões animadas sobre os factos da vida e do momento, que hoje já estão esquecidos.

Não me lembro de alguma vez por lá me terem proibído de ler um livro ou o jornal, enquanto esperávamos por alguém ou por algum programa.

Este fim de semana, já neste século do politicamente correcto, num conhecido local de cultura lisboeta, que tem no seu jardim um café/pastelaria/gelataria, encaro com a imagem abaixo, não só nas mesas, mas escarrapachado também nos suportes de guardanapo:


Confesso que foi com algum receio que tirei do saco os livros que levava para emprestar a quem se ia connosco encontrar, não fosse decidirem fazer cumprir escrupulosamente a "proibição".

Será que só o consumo interessa na vida?

Nos cafés do século passado sempre fizémos as duas coisas: consumir e ler!


PN Lima

P.S. Obrigada MR pelo belo marcador!

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Canal St. Martin

Um dos passeios mais interessantes que demos, de barco, foi pelo Canal St. Martin que atravessa Paris. Começa-se perto da Bastilha, navega-se um bom bocado em túnel e desemboca-se numa zona cheia de comportas, onde até o alcatrão é obrigado a girar para deixar o barco passar. A quem passeie por Paris, esta é uma bela forma de ver um outro lado da cidade.


Fotos PNLima 2006

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Estou atrasado, estou tão atrasado....#1


aqui falei do Coelho da "Alice no País das Maravilhas", do Lewis Carroll. É verdade que é uma personagem que me desperta algum fascínio, eu que tenho por hábito cumprir horários (e não gosto mesmo nada de atrasos). 
À uns anos (2006), em visita à Eurodisney, lá estava ele em pleno labirinto, conferindo o seu relógio como sempre, para ter a certeza que tudo se passaria da melhor forma 😉.

Foto PNLima

sábado, 11 de agosto de 2018

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Nureyev...

Por causa de um post no Prosimetron, a parabenizar o jovem bailarino português António Casalinho pela série de prémios e medalha ganhos aos 14 anos, que pode ver aqui, foi impossível não me lembrar de Nureyev, bailarino russo (1938-1993), que sempre admirei e que descobri na RTP quando, em tempo de férias natalícias, passavam magníficos solos e pares de bailado clássico, durante a tarde, bem como árias de ópera. Assim aprendi muito e alarguei a minha cultura geral (programas com qualidade e educativos estarão perdidos?)

Ficam três imagens deste magnífico bailarino:
Nureyev no camarim
Gilles Caron
"Exposition Gilles Caron à l’Hôtel de Ville"

O par perfeito - Margot Fonteyn e Rudolf Nureyev


A sua longa carreira passa inclusivé por uma participação nos "Muppets" (meus favoritos), onde faz uma homenagem ao musical, cantando e dançando "Top Hat", que pode ver aqui.

PNL

P.S. Obrigada à MR pelos belos marcadores!

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Secção "Loisirs" na Gibert Joseph ou a minha perdição!

O ponto de cruz em Portugal, neste século XXI, parece estar em queda, já que revistas específicas são poucas ou se limitam a repetir esquemas que já vi (ou tenho) no passado. As estrangeiras rareiam também, sobretudo nos locais de venda habituais.


Em visita a Paris, lembrou-se o rapaz aqui de casa que, se calhar, a Gibert Joseph (cadeia de livrarias maravilhosa), poderia ter livros desta arte. E assim que cheguei lá (boul' Mich) dirigi-me à secção "loisirs". Não só tinham, como os havia em "occasion" ou segunda-mão, se quiserem. Todos os livros, dvd's e cd's que comprámos aqui, em segunda-mão, estão em perfeitas condições.


Sendo assim, perdi-me por três livros que nem procurava (e como é bom fazê-lo), dois do Renato Parolin, designer de que já fiz  dois esquemas: "Il bosco di bengtsson" e "L'Albero di Gabriella" e por "La bible des abécédaires au point de croix", os três em "occasion".

São verdadeiras inspirações para novos trabalhos.

Imagens tiradas da net

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Versailles (de acordo com a Sajou)

Uma das lojas que visito sempre que possível, quando em Paris, é a Sajou, na Rue du Caire, da qual já falei aqui.



Desta vez, aproveitei para me deliciar com "Versailles", já que a visita ao Palácio não estava nos nossos planos.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

"Mamma Mia 2" ou como desisti de ir às salas de cinema!



Sou fã dos ABBA e daquelas que acha que há sempre uma canção deles para qualquer momento da vida.

Claro que fui ver o "Mamma Mia 2" e o rapaz cá de casa encheu-se de sua paciência, porque para além de não ser fã, já sabia que me ia ter a cantar (muito baixinho) o tempo todo.

E se as canções me encantaram, a história e as coreografias desencantaram-me completamente. Se o Andy Garcia rouba todas as cenas em que entra, a Meryl Streep não faz falta nenhuma (será que tiveram medo de não terem chamarizes suficientes?)

Mas não foi nada disto que me fez desistir de ir a salas de cinema. Eu já sei que há quem leve pipocas, quem sorva alto, mas ter duas "senhoras" com idade para terem muito juízo a falarem alto o tempo todo (só se tendo calado quando a lágrima lhes chegou e tendo ficado com os olhos inchados, como as ouvi comentar no final do filme - que lhes aconteceria se tivessem visto um verdadeiro drama como é o filme de John Cromwell, “A Vida Começa Amanhã”, de 1939). Como se não bastasse estavam outros dois senhores, igualmente na mesma linha etária, com um pacote de chocolates dos mais barulhentos que já ouvi na vida e que, em sala de lugares marcados, procuravam não os deles, mas uns que ficassem longe do ar condicionado (quase se sentavam nos nossos lugares).

Filmes de qualidade, vemos em casa, sossegados, tranquilos e sem pipocas!

De banda sonora a este post fica "Fernando", em homenagem sobretudo ao Andy Garcia que, enquanto "Fernando Cienfuegos" e nas poucas cenas que tem, rouba todas, tal a sua qualidade como actor!

Paula Nunes Lima

segunda-feira, 30 de julho de 2018

"O Desterrado"

Uma visita ao Museu do Chiado permitiu-nos ver duas das versões da belíssima escultura (e uma das minhas favoritas) de Soares dos Reis, "O Desterrado" (pelo que pude perceber do que li, são modelos para a versão em mármore de carrara que se encontra no Museu Soares dos Reis).

"O Desterrado"  (1872)
Soares dos Reis (1847 - 1889)
Nada como aproveitar uma manhã de domingo para uma visita a um dos nossos belos Museus!

domingo, 22 de julho de 2018

Vamos para a praia?



Não ir à "Passage Verdeau", em Paris, é um bocadinho como ir a Roma e não ver o papa! Embora já lá tivesse estado para ir ao Museu Grévin, em 2001, passou-me ao lado e acabou por ser uma descoberta feita a dois, em 2004. Tem várias lojas que me encantam mas esta, dedicada à miudagem e que tinha várias montras dedicadas à ida para férias, deixou-me (mais uma vez) deliciada.